Paolo Zampolli, enviado especial dos Estados Unidos para assuntos globais, chamou as mulheres brasileiras de “putas” e “raça maldita”, além de afirmar que elas são programadas para arrumar confusão. As declarações de Zampolli, membro do governo de Donald Trump, foram feitas em entrevistas à rede italiana RAI.
Zampolli começou a falar do tema ao comentar sobre a ex-mulher, a ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, com quem foi casado por quase 20 anos:
É uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais. Aquela vaca, estávamos juntos, trepava com ela, depois ela também ficou louca.
Segundo o jornal The New York Times, ele descobriu que a ex-mulher estava presa nos EUA por acusações de fraude. Por conta disso, Zampolli entrou em contato com autoridades do ICE, o serviço de imigração do Governo Trump, alegando que ela estava no país de forma ilegal. Amanda foi deportada em outubro de 2025.
Apesar disso, o conselheiro de Trump afirma que não teve nada a ver com a deportação da ex-mulher.
Relacionamento longo e conturbado
O conselheiro de Trump conheceu Amanda Ungaro em uma boate de Nova York, em 2002, quando ela tinha 18 anos e ele 32. À época, ele controlava uma agência de modelos.
Eles se casaram em 2003 e têm um filho de 15 anos. Zampolli e Ungaro ainda disputam a guarda do jovem na Justiça americana.
Segundo a brasileira, o fim do casamento foi motivado por agressões de Paolo. Ela acusa o ex-marido de abuso sexual e violência doméstica.
Conheça Paolo Zampolli
Nascido em 1970 em Milão, na Itália, Paolo Zampolli é amigo de Donald Trump há décadas, sendo conhecido por ter apresentado a modelo Melania Knauss – atual esposa de Trump – para o republicano no fim da década de 1990.

A brasileira Amanda Ungaro, ex-mulher de Paolo Zampolli. Com eles, aparecem Donald Trump, presidente dos EUA, e a primeira-dama Melania Trump | Foto: Reprodução | Redes sociais
Zampolli também é conhecido por ser um agente de negócios de Trump, assumindo o cargo de enviado especial para assuntos globais em março de 2025.
Ele chamou atenção recentemente ao sugerir à Fifa que o Irã fosse excluído da Copa do Mundo de 2026, que terá os EUA como um dos países-sede. Para o lugar da delegação iraniana, Zampolli sugeriu que a Itália – seu país natal – fosse incluída no torneio.
