Em publicações compartilhadas na rede social X, os pesquisadores afirmaram que o estudo da ciência não enfraqueceu suas convicções espirituais. Ao contrário, as aprofundou.
Os comentários foram feitos por Daniel Hastings e Troy Van Voorhis, ambos professores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA.
Segundo os pesquisadores, a descoberta das leis naturais e da complexidade da vida reforça a convicção de que o universo possui um Criador.
Ciência e fé lado a lado
Hastings, professor de Aeronáutica e Astronáutica, afirmou que sua compreensão científica do universo reforça a convicção de que há um Criador.
“Eu começo dizendo que há um Deus que criou o universo, e Ele não é um Deus impessoal. Ele se revelou como um Deus amoroso que busca um relacionamento conosco e também nos dá livre-arbítrio para escolhê-lo ou não. E, então, o nosso propósito é encontrado em estar em relacionamento com Ele.”
Segundo Hastings, a busca científica por entender o cosmos não elimina a fé, mas pode levar a reflexões mais profundas sobre o significado da existência humana.
Ordem do universo aponta para um Criador
Outro pesquisador que compartilhou reflexão semelhante foi Troy Van Voorhis, professor de Química no MIT.
Ele destacou que a estrutura das leis naturais sugere a existência de um autor por trás do universo.
“O termo leis naturais, para mim, sugere um Deus que ordenou e concebeu essas leis. A complexidade impressionante dos seres vivos, para mim, aponta para um arquiteto que se importa com essas coisas. O fato de existir algo em vez de nada sugere a existência de um criador desse algo”, afirmou.
O cientista acrescentou que estudar ciência permite enxergar melhor a grandiosidade de Deus.
“E, de fato, uma das alegrias que tenho ao estudar as ciências naturais é que aprendo um pouco sobre o que Deus fez. E, nesse processo, creio que passo a compreender um pouco de como Ele é.”
“Ele é muito maior, muito mais grandioso, muito mais impressionante e muito mais majestoso do que eu poderia ter imaginado antes.”
Fé e ciência não precisam ser inimigas
O testemunho dos dois professores chama atenção por vir de uma das instituições científicas mais respeitadas do mundo. Fundado em 1861, o MIT é referência global em tecnologia, engenharia e inovação.
Para os dois pesquisadores não existe conflito inevitável entre ciência e crença em Deus. Pelo contrário, eles afirmam que a investigação científica pode ampliar o senso de admiração diante do universo.
Segundo os professores, quanto mais aprendem sobre a criação, maior se torna a percepção da grandeza do Criador.
Quem são os professores
Daniel Hastings é engenheiro aeroespacial e professor do MIT, onde atua no Departamento de Aeronáutica e Astronáutica. Ao longo da carreira, participou de projetos ligados a sistemas espaciais e políticas científicas, além de ter exercido cargos de liderança acadêmica na instituição. Seu trabalho envolve desde engenharia de satélites até o estudo do impacto da tecnologia espacial na sociedade.
Troy Van Voorhis é professor de Química no MIT e pesquisador na área de química teórica e computacional. Seu trabalho busca compreender, por meio de modelos matemáticos e simulações, como ocorrem processos químicos complexos, incluindo reações importantes para energia e materiais.
