A pastora Gicélia Cruz afirmou, durante entrevista, que a intolerância religiosa está ligada a uma interpretação eurocentrada da Bíblia, que apaga o protagonismo africano na história sagrada.
“Os fanáticos fazem uma interpretação da Bíblia a partir da visão do homem branco”, declarou, ao defender uma leitura afrocentrada das Escrituras.
Durante o programa, Gicélia explicou que o coletivo negro evangélico, idealizado por ela, surgiu como resposta à ausência de negros evangélicos na Marcha da Consciência Negra e atua por meio de formação teológica e política. “Decidimos mostrar a África a partir da Bíblia e fazer uma leitura afro-centrada”, afirmou.
Para a pastora, o movimento combate a invisibilização histórica e busca resgatar a identidade negra dentro do espaço religioso. Ela também destacou a experiência da diáspora africana como chave para compreender a religiosidade negra no Brasil. “Eu sou uma mulher preta, teóloga, e trago essa memória no corpo e na fé”, completou ela em entrevista a radio metropole.
