Diligências revelam ligação entre pastor e chefe do CV: “Se apresentava como líder comunitário, mas atuava como intermediador do tráfico”

Um grupo criminoso liderado por  Joab da Conceição Silva, um dos chefes da facção Comando Vermelho, e por um pastor que se apresenta como líder comunitário e religioso, é alvo da Operação Refinaria Livre”, deflagrada nesta quinta-feira (27), no Rio de Janeiro.

Joab é apontado pela Polícia Civil do RJ como chefe do tráfico de drogas  em Duque de Caxias e  narcoterrorista. Ainda segundo a instituição, o pastor atuava como intermediador do tráfico nas ações de coação empresarial. “O inquérito revelou que empresas instaladas na área industrial da Reduc eram forçadas a pagar valores mensais ao tráfico, sob ameaça de incêndio de caminhões, agressões a funcionários, interrupção violenta das atividades produtivas e impedimento de acesso às instalações industriais”, detalhou a PCRJ.

Ainda de acordo com o órgão, o  pastor comparecia pessoalmente às empresas apresentando-se como representante comunitário, mas impondo regras ditadas por Joab. “Ele citava proibição de permanência de caminhões nos pátios, imposição de contratação de moradores específicos, ligados aos traficantes, e oferta de “mediação” para evitar represálias. Isso era uma fachada para a prática de extorsão”.

“Relatos formais de representantes empresariais, termos de declaração e atas do Ministério do Trabalho demonstram que empresas foram obrigadas a interromper suas atividades por diversos dias, em razão das ameaças feitas pelo grupo criminoso. A investigação identificou que sindicatos e associações de fachada vinham sendo instrumentalizados pelo tráfico para pressionar as empresas”, detalhou a polícia.

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