O número de mortos em decorrência de um acidente envolvendo baianos que estavam um ônibus de turismo, na BR-423, na noite de sexta-feira, 17, entre os municípios de Paranatama e Saloá, no centro-leste de Pernambuco, chegou a 17.
Segundo a Secretaria de Defesa Social (SDS), dos corpos, dez foram levados para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru, e seis foram para a sede do órgão, no Recife. São 11 mulheres, quatro homens e mais uma pessoa que não teve o gênero divulgado. A 17ª vítima está em um hospital de Garanhuns.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), alguns passageiros foram arremessados do veículo, o que indica que parte deles poderia estar sem cinto de segurança. O número exato de feridos ainda não foi confirmado.
O ônibus saiu de Brumado, no sudoeste da Bahia, com destino a Santa Cruz do Capibaribe — distante 182 km de Saloá —, onde o grupo teria ido fazer compras, e retornava para a Bahia quando o acidente aconteceu.
De acordo com a empresa baiana BF Turismo, contratada para realizar a viagem, os passageiros são das cidades de Monte Azul, Porteirinha e Janaúba, em Minas Gerais; e Urandi, Caetité, Caculé, Boquira, Rio do Pires, Dom Basílio, Barra da Estiva, Aracatu e Vila Mariana, na Bahia.
Segundo a SDS, o ônibus transportava 40 passageiros, número maior do que o declarado, quando foi parar na contramão e atingiu rochas que estavam às margens da rodovia, na região conhecida como Serra dos Ventos.
Em seguida, o condutor conseguiu retornar ao sentido correto, mas colidiu desta vez em um barranco de areia antes de tombar.
Feridos
Os feridos foram encaminhados para unidades de saúde nos municípios de Paranatama, Iati e Garanhuns, todos em Pernambuco. O Hospital Regional Dom Moura (HRDM), em Garanhuns, disse que recebeu 17 pacientes. Entre os atendidos, dois estão em estado grave. Os demais permanecem em observação na unidade.
De acordo a PRF em Garanhuns, o ônibus era fretado, contava com autorização válida para transporte e foi contratado especificamente para essa viagem. As causas do acidente ainda estão sendo investigadas pela Polícia Civil e pelo Instituto de Criminalística.
A SDS informou que, por serem vítimas dos estados da Bahia e Minas Gerais, a identificação será feita por meio de fichas papiloscópicas, que serão enviadas pelos institutos desses estados.
