Satanistas pedem isenção religiosa para realizar “ritual de aborto” ilegal no Texas

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Depois que a lei que proíbe o aborto assim que o batimento cardíaco fetal é detectado entrou em vigor em 1º de setembro no Texas, Estados Unidos, o Templo Satânico, uma organização satânica internacional, está reivindicando isenção religiosa para realizar um “ritual de aborto” no estado.

O grupo alega que a nova Lei “Heartbeat” (SB 8) viola os direitos religiosos de seus adeptos, afirmando que o aborto é “uma cerimônia enraizada em nossas crenças profundas”. Na última quinta-feira (2), o Templo Satânico anunciou que vai entrar com uma ação legal contra o estado do Texas para lutar por seus “direitos religiosos”. 

“Este ritual pode ser realizado por nossos membros como uma forma de fortalecer a autoestima, inspirar confiança e proporcionar conforto espiritual”, afirmou a organização em seu site. 

“A realização do ritual de aborto satânico é protegida por leis de liberdade religiosa. Isenta os satanistas de cumprir qualquer requisito médico desnecessário e não científico, como períodos de espera obrigatórios ou sonogramas indesejados, que interfiram na prática de nosso ritual”, alegou o grupo satânico.

Ao anunciar suas intenções de tomar medidas legais contra a lei SB 8, a organização também criticou a legislação que protege a vida.

“Se os juízes [do Texas] cumprirem a Constituição e os precedentes legais, então aqueles que compartilham de nossas crenças profundas estarão isentos dos esforços inadequados do estado para restringir o acesso aos serviços de aborto”.

No dia seguinte ao anúncio, o grupo incitou os membros do Templo Satânico no Texas a realizar abortos ilegais, dentro das primeiras 24 semanas de gravidez, prometendo que está “pronto para ajudar” qualquer pessoa que viole a lei e se submeta ao “Ritual de Aborto Satânico”. 

Na semana passada, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu não agir em uma petição de emergência dos defensores do aborto para barrar a Lei “Heartbeat” (SB 8), que proíbe a maioria dos abortos no estado a partir do momento em que o batimento cardíaco fetal é detectado, por volta da marca de seis semanas.

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