Igrejas dão aula explícita sobre sexo a crianças e pais se revoltam

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Duas igrejas estão sendo alvo de uma intensa reclamação por conta da exposição a crianças de material de educação sexual explícito durante atividades voltada ao tema. A mobilização ganhou destaque na imprensa local e repercutiu em diversos portais cristãos mundo afora.

Alguns pais da cidade de Childress, no Texas (EUA) denunciaram a abordagem usada por integrantes de duas igrejas locais na orientação dada pelos responsáveis pelas aulas de sexualidade, enquanto eles se defenderam dizendo que apenas responderam a perguntas feitas pelas crianças.

Kayla Evans, uma das mães revoltadas, usou o Facebook para contar que ficou incomodada quando soube das discussões e terminologia às quais sua filha de 13 anos foi exposta depois de ser deixada na Childress First United Methodist Church (Primeira Igreja Metodista Unida de Childress).

“Estou seriamente sem palavras e completamente confusa com o que nossa filha aprendeu na igreja esta noite. Estou indignada”, escreveu ela. “Já faz um tempo que não vou à igreja, mas é isso que realmente está sendo ensinado aos jovens agora? Tive de perguntar ao meu filho de 8 anos para ter certeza de que ele não conversou [sobre sexo] sem minha permissão”, acrescentou a mãe.

Kayla foi além e disse que na sua infância, a igreja abordava outros temas: “Eu não entendi esse tipo de conversa sobre sexo. Inferno, acabei de aprender um pouco disso na minha vida adulta, para onde esse mundo está indo? Eu os tenho protegido o máximo possível do YouTube enlouquecido. Não fazia ideia de que passaria por isso na igreja!”, desabafou.

Explícito

A emissora KCBD 11 foi a primeira a dar destaque às queixas dos pais e revelou que todo o imbróglio surgiu após uma apostila ser dada aos alunos como parte de uma aula sobre sexo e relacionamento no programa para jovens (para crianças de 12 a 18 anos) da Igreja de Cristo em Childress.

A lição incluía uma conversa sobre pornografia, incluindo uma lista de termos sexuais como “cunnilingus” (sexo oral praticado na mulher) e “felação” (sexo oral praticado no homem).

“O que [o material] diz sobre [como] eles querem reformular a definição de sexo me deixou boquiaberta e preocupada que isso seja ensinado em outras igrejas, então eu acho que outros pais precisam estar cientes!”, explicou Kayla Evans.

De acordo com informações do portal The Christian Post, um representante da Childress First United Methodist Church – que falou em condição de anonimato – disse que sua congregação fez uma parceria com a Igreja de Cristo em Childress para a aula de educação sexual e que a iniciativa era bem intencionada.

“Nós nos unimos a outra igreja, e é um currículo que eles desenvolveram nos últimos 15 anos. A apostila específica que foi distribuída foi compilada a partir de perguntas que os jovens fizeram nas últimas semanas. Era responder a perguntas que as crianças trouxeram”, defendeu-se.

Quando perguntado por que os pais não foram consultados antes de a igreja dar respostas às perguntas feitas pelos filhos, o representante disse: “Não posso responder a isso. Não sei. Os pais não sabiam da apostila, mas as poucas ligações que recebemos são com perguntas de esclarecimento. A maioria das pessoas não ligou para esta igreja e, pelo que sei, eles não ligaram para a outra igreja. Eles recorreram à mídia social para expor suas queixas sem descobrir o que realmente aconteceu”.

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