Evangélica ora por PMs após ter culto doméstico impedido; Procurador quer denunciar governador

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Dois integrantes da Polícia Militar de Santa Catarina visitaram a evangélica que teve seu culto doméstico interrompido na quinta-feira da semana passada, 02 de abril, para esclarecer a ação ordenada pelo governador do estado, Carlos Moisés (PSL). Aproveitando a oportunidade, ela fez uma oração em clamor pela vida dos policiais.

O coronel Carlos Alberto de Araújo Gomes Júnior, comandante-geral da PM no estado, e o tenente-coronel Cristian Dimitri Andrade, visitaram a evangélica Carina Andrade da Silva, que virou notícia em todo o Brasil após o culto doméstico que realizava em sua casa, com a própria família, interrompido.

Em frente à própria casa, ela orou pelos agentes de segurança pública: “Venha cobrir cada policial com teu sangue, venha repreender este mal, Senhor. Envia um anjo ao lado de cada um dos teus filhos para proteger”, clamou Carina, acrescentando que o principal protetor contra o novo coronavírus é Deus.

O comandante-geral da PM comentou o episódio dizendo que o decreto do governador Carlos Moisés não cerceia a liberdade de culto: “O que ela faz é estabelecer normas para isso [reunião] acontecer em segurança”, disse Gomes Júnior.

Um vídeo da visita foi compartilhado nas redes sociais pelo portal Catarina News. Mesmo com a iniciativa do comandante-geral da PM como forma de amenizar o episódio, o procurador da República Walmor Moreira disse que iria acionar o Ministério Público Federal (MPF) para apurar se houve abuso de autoridade no episódio.

“PM de SC com ‘fundamento’ em decreto do governador Carlos Moisés proíbe 5 pessoas de orar em sua casa. Porém, a Constituição diz que a casa é asilo inviolável, assim como são invioláveis a intimidade e a vida privada. Esta e outras arbitrariedades serão comunicadas ao Ministério Público Federal”, informou Moreira em uma publicação no Twitter.

Outro que prometeu agir contra a medida do governo catarinense foi o deputado estadual Kennedy Nunes (PSD), que classificou o decreto e a operação da PM como absurdos. O parlamentar afirmou que não aceitará “esse tipo de comunismo”.

“Muito legal o comandante ter ido lá, o conheço e sei do bom comando que tem, mas esperava que houvesse alguma manifestação dele sobre o ocorrido dia 2, mas… Não teve. Falou para a sua tropa e pediu oração”, comentou o deputado.

“Acho que se fosse somente para isso, não precisaria ir de helicóptero até lá. A sociedade espera algo sobre o fato, afinal o B. O. demonstrava bem que o decreto do governador está dúbio em sua interpretação por falta de clareza no artigo 3º, quando cita proibição de eventos, excursões, cultos ou reunião em locais públicos e privados. Vamos esperar o que a Comissão Nacional dos Direitos Humanos e a PGR vão dizer”, finalizou.

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