No Paraná, templo de igreja evangélica é alvo de incêndio criminoso

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O templo de uma igreja evangélica na cidade de Campo Mourão (PR) foi alvo de um incêndio criminoso na madrugada do último sábado, 08 de fevereiro. O Corpo de Bombeiros chegou a tempo de impedir que as chamas se espalhassem.

A Igreja Evangélica Luterana Livre Central foi atacada por um homem que pilotava uma moto preta na madrugada de sábado. Ele parou em frente ao templo, retirou um galão de combustível de dentro de uma mochila e, após acender o pavio, fugiu do local.

As testemunhas que viram a ação criminosa acionaram o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar, que direcionaram viaturas para o templo, localizado na esquina da Avenida Goioerê com a rua São José, no centro de Campo Mourão.

De acordo com informações do portal Folha de Londrina, Daniel Cardoso, membro da igreja, ainda não se sabe quem é a pessoa que ateou fogo ao templo, assim como não há informações se ele agiu sozinho.

“Não houve muito estrago. Colocaram o fogo na porta, mas a sorte é que logo depois da porta só tem um tapete para limpar os pés e um aparador, usado para colocar o vaso de flor e uma bíblia. Só queimou o tapete e um pouco do aparador”, declarou o fiel.

Além do aparador, as chamas também queimaram uma cadeira e uma chamuscaram uma tomada na parede do templo. As chamas foram controladas rapidamente pelos bombeiros, mas a fumaça tomou conta da área de culto do templo.

Os fiéis da igreja, segundo Cardoso, não possuem rixa com vizinhos ou qualquer morador da cidade, assim como também não se envolvem em desavenças com praticantes de outras religiões, o que aumenta a suspeita de uma ação de intolerância.

“Eu não consigo nem imaginar a motivação. Nunca fizemos nada contra alguém, nunca desrespeitamos outra religião. Não que isso justificasse qualquer ataque. A gente está lá para levar a mensagem evangélica e o amor. A gente fica triste, com certeza. Também fica triste pela pessoa. Por mais difícil que seja, a gente tem que amar essa pessoa também”, comentou Cardoso.

A possibilidade de que a ação tenha sido motivada por mágoa não foi descartada pelo frequentador: “Só queria esclarecer e deixar tudo no preto no branco”, concluiu. Os fiéis agora aguardam a conclusão das investigações por parte da Polícia Civil.

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