O assistencialismo, e não o Evangelho, tem sido o foco dos novos missionários

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Uma das maiores identidades da Igreja Cristã em toda a sua história é o evangelismo, feito através de missionários enviados para diferentes partes do mundo, a fim de anunciar o Evangelho de Jesus Cristo como o único caminho possível para quem deseja obter a salvação espiritual e chegar a Deus.

Esse entendimento, no entanto, tem sido prejudicado desde o surgimento de correntes de pensamento liberais dentro da teologia cristã, algumas das quais negam a suficiência e a inerrância das Escrituras Sagradas, em detrimento de uma interpretação sócio-política da condição pecaminosa humana.

Em decorrência desse viés, de 1971 para cá, várias organizações missionárias no Reino Unido têm deixado cada vez mais a ênfase no Evangelho em substituição pelo assistencialismo social. É o que revela um estudo feito por Eddie Arthur, da Wycliffe Bible Translators.

Segundo Eddie, os missionários mais novos atuam de forma limitada, concentrados em regiões e ações específicas, sem a visão global das grandes organizações missionárias históricas que tem o evangelismo como grande objetivo, sendo às demais ações uma consequência desse.

O envio de missionários para outras regiões, por exemplo, não é uma característica das organizações missionárias mais modernas, diferente das históricas, segundo o estudo realizado com 144 agências cristãs, sendo 51 delas criadas antes de 1971, segundo a Christian Today.

Segundo Eddie Arthur, as organizações missionárias que priorizam o assistencialismo social devem continuar crescendo, enquanto que as demais, que focam no evangelismo doutrinário e têm a ação social como uma consequência natural, devem diminuir com o tempo.

“O movimento que se afasta do evangelismo para investir em ação social continuará. Embora várias agências de médio porte mantenham um foco evangelístico, estas são as agências que provavelmente continuarão enviando missionários do Reino Unido, enquanto outras agências provavelmente não irão continuar enviando missionários”, disse ele.

“É provável que muitas outras agências pequenas e empreendedoras, concentradas em um projeto em um único local, passem a existir. No entanto, essas agências serão apoiadas por aqueles que estão próximos a elas e terão um impacto limitado no setor como um todo”, destaca o pesquisador.

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