Tom Cavalcante faz piada após Gleisi Hoffmann dizer que PT tem origens cristãs

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Uma declaração da deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) sobre a suposta inspiração do PT nos ensinamentos de Jesus foi alvo de chacota do humorista Tom Cavalcante.

Cavalcante usou sua conta no Twitter para compartilhar um tweet do empresário Luciano Hang, que publicou um trecho de um vídeo com uma entrevista de Gleisi Hoffmann após o “1° Encontro Nacional de Evangélicos do PT”, realizado em São Paulo entre os dias 05 e 06 de abril.

“Esse vídeo é um presente do ponto de vista do humor! E é aí que eu entro em ação. Que depoimento antológico dessa senhora!”, ironizou Tom Cavalcante.

No vídeo, a deputada federal – que atualmente preside o Partido dos Trabalhadores – renega muitas das bandeira defendidas pela legenda: “O PT nasceu das discussões das comunidades de base, nasceu influenciado pela linha cristã, pelos ensinamentos de nosso Senhor Jesus Cristo. É um partido da justiça, da vida, do respeito, do amor. Então, os militantes evangélicos do PT têm o grande desafio sim de conversar com a totalidade do povo evangélico, mostrando a verdade”.

Luciano Hang, que compartilhou o vídeo, também fez seu alerta sobre a manobra dos líderes petistas: “Povo de Deus o PT está mudando o discurso agora, sempre encontrou nas Forças Armadas e nas religiões um obstáculo para a tomada do Poder. O partido que sempre defendeu o aborto agora diz que defende a vida. Não se deixe enganar eles nunca tiveram o compromisso com a verdade”, afirmou.

Manobra

O PT vem fazendo um movimento de aproximação do público evangélico como parte da estratégia para reverter o quadro que levou o partido às acachapantes derrotas nas eleições presidenciais de 2018 e municipais de 2016. Parte dessa estratégia é mobilizar os militantes que professam a fé evangélica, assim como líderes e pastores que sejam simpáticos ao partido, para recuperar a credibilidade.

O afastamento dos evangélicos que simpatizavam com o partido se deu ao longo dos últimos anos, devido à postura mais agressiva adotada no governo Dilma Rousseff (PT), quando políticas de extrema esquerda foram sinalizadas pela então presidente, como a proposta de legalização do aborto, adoção da ideologia de gênero nas escolas, entre outros pontos.

Durante a última campanha eleitoral, o plano de governo proposto pelo PT mantinha essas propostas, além de sinalizar com a possibilidade de legalização das drogas. Além disso, falava na criação de uma nova constituição e a transformação do Poder Legislativo – hoje dividido entre Câmara e Senado – em uma única casa, semelhante ao que foi feito na Venezuela anos atrás, que possibilitou a perpetuação do chavismo no poder.

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