Obama e Hillary recusam reconhecer a perseguição que matou cristãos no Sri Lanka

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A grande mídia e lideranças políticas de esquerda dos Estados Unidos, como o ex-presidente Barack Obama e a ex-senadora Hillary Clinton, vêm omitindo que as vítimas do atentado terrorista no Sri Lanka são cristãos.

A recusa em reconhecer que trata-se de perseguição religiosa a cristãos vem acompanhada de uma linha narrativa que rotula de “islamofobia” quem se refere aos terroristas como extremistas muçulmanos. Na última terça-feira, a autoria do atentado foi reivindicada pelo Estado Islâmico.

No Twitter, Obama usou um novo termo para evitar se referir às vítimas como cristãos: “adoradores de Páscoa”. A invencionice do ex-presidente dos EUA foi seguida por Hillary Clinton nas redes sociais.

“Os ataques aos turistas e adoradores da Páscoa no Sri Lanka são um ataque à humanidade. Em um dia dedicado ao amor, aos resgates e à renovação, oramos pelas vítimas e ficamos ao lado do povo do Sri Lanka”, escreveu Barack Obama.

Em seguida, a candidata a presidente derrotada em 2016 reproduziu o termo: “Neste fim de semana sagrado para muitas religiões, devemos nos unir contra o ódio e a violência. Estou orando por todos os afetados pelos terríveis ataques de hoje aos turistas e adoradores da Páscoa no Sri Lanka”.

Outro que seguiu o mesmo caminho foi o ex pré-candidato democrata à presidência dos EUA em 2016, Julian Castro: “Em um dia de redenção e esperança, o mal desses ataques aos adoradores e turistas da Páscoa no Sri Lanka é profundamente entristecedor”.

Na imprensa, o jornalista Rush Limbaugh, âncora de um programa de rádio nos EUA, afirmou na segunda-feira, 22 de abril, que a postura de Obama e Hillary era confusa: “Supostamente, eles são cristãos e não podem sequer falar do massacre dos cristãos. Eles têm que dizer ‘adoradores da Páscoa’. A geração Y pergunta: ‘Quem são esses?’”, criticou.

De acordo com informações do WND, o analista político Sebastian Gorka pediu a seus seguidores no Twitter que comparassem a reação de Clinton ao recente ataque à mesquita neozelandesa com os atentados contra os cristãos no Sri Lanka. Na ocasião em que 50 muçulmanos foram executados, a ex-senadora não se valeu de eufemismos: “Meu coração se parte pela Nova Zelândia e pela comunidade muçulmana global. Devemos continuar a lutar contra a perpetuação e a normalização da islamofobia e do racismo em todas as suas formas”, escreveu Clinton no Twitter à época.

As críticas aos políticos do Partido Democrata não pararam por aí: Tiana Lowe publicou um artigo no Washington Examiner dizendo que “os terroristas querem ameaçar seus alvos em submissão, invisibilidade e depois eliminação”, e que evitar reconhecer que as vítimas eram cristãos já é submeter a perseguição religiosa ao propósito dos extremistas.

“Eu duvido que três políticos cristãos tenham apagado as identidades das vítimas do Sri Lanka por qualquer má vontade. Mas, negar-lhes a cruz, a fé que os transformou em mártires, nos empurra um passo mais perto da submissão à vitória do terror ”, criticou Lowe.

“Um grupo jihadista assassinou cerca de 300 cristãos no Sri Lanka em um ataque terrorista coordenado em várias igrejas e hotéis no domingo de Páscoa. O ataque foi inequivocamente repugnante, e deveria ter sido fácil o bastante para condenar completamente. Mas, aparentemente, alguns pontos de discussão estranhos circulavam entre os mensageiros democratas”, acrescentou a jornalista.

Parker Molloy, da Media Matters, criticou preocupação em ocultar a identidade cristã das vítimas: “A CNN faz 67 atualizações para a história do Sri Lanka com ZERO menção culpando terroristas islâmicos”, escreveu.

“A narrativa já foi definida pela mídia americana sobre como eles devem lidar com os ataques terroristas do Sri Lanka no domingo de Páscoa. Há certas coisas que podem ser ditas e outras que devem ser evitadas a todo custo. Com reportagens que duraram quase 24 horas e incluíram 67 atualizações, adivinhe quantas vezes a CNN culpou os terroristas islâmicos pelo ataque? Se você arriscou algo maior que zero, você deu muito crédito à CNN”, concluiu.

 

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