Pastor que atuava pelo Conselho Mundial de Igrejas morre em queda de avião na Etiópia

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A queda do avião da Ethiopian Airlines, que voava da capital da Etiópia, Adis Abeba, para Nairobi, no Quênia, deixou 157 vítimas fatais, e entre elas estava o pastor luterano Norman Tendis.

Natural da Alemanha, Tendis estava indo participar de uma conferência da Organização das Nações Unidas (ONU), no Quênia, representando o Conselho Mundial de Igrejas (WCC), organização ecumênica da qual era membro.

“Expressamos nossas mais profundas condolências pelo falecimento de todas as pessoas a bordo da aeronave, e temos uma particular angústia pela perda de nosso próprio Rev. Norman Tendis, que estava apaixonadamente esculpindo um caminho para a justiça econômica e ambiental”, declarou Olav Fykse Tveit, líder do WCC.

O avião, modelo Boeing 737 MAX 8, caiu pouco depois de decolar de Adis Abeb, na Etiópia. A causa do acidente ainda é desconhecida, mas uma forte reação contra a utilização desse modelo de aeronave foi desencadeada no mercado aéreo internacional.

Cerca de 50 países e a Agência de Segurança da Aviação da União Europeia restringiram o uso da aeronave e outra semelhante, MAX 9, após o acidente. Este já é o segundo caso envolvendo o mesmo modelo em cinco meses, segundo o G1.

Apesar das suspeitas, a companhia aérea responsável pelo voo informou que o avião além de não apresentar qualquer defeito, era novo, adquirido em 15 de novembro de 2018 e já voado mais de 1,2 mil horas.

“Como eu disse, é um avião novo em folha, sem registros de problemas técnicos, comandado por um piloto sênior, e não há nenhuma causa à qual possamos atribuir [o acidente] neste momento”, disse o presidente da empresa, Tewolde GebreMariam Medhin.

Além do pastor Tendis, outros 21 funcionários da ONU e representantes de várias organizações que também participariam da conferência no Quênia também morreram.

O objetivo de Tendis na conferência, segundo o WCC, era “apresentar um “Roteiro para Congregações, Comunidades e Igrejas para uma Economia da Vida e Justiça Ecológica”, segundo informações do Christian Today.

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