Feliciano prega boicote à Globo após sátira a Bolsonaro com “vila do Chaves”

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Um esquete do programa Tá no Ar recriou o cenário do clássico seriado de humor mexicano Chaves, e usou o contexto para criticar a postura e princípios defendidos pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). A repercussão da sátira foi intensa nas redes sociais, e agora o pastor Marco Feliciano (PODE-SP) pede um novo boicote à TV Globo.

Referindo-se à emissora da família Marinho pelo apelido que viralizou entre eleitores conservadores, Feliciano lamenta que Marcelo Adnet e cia. tenham decidido implicar com o novo governo menos de um mês após seu início.

“Peço vossa atenção para comentar uma atração da Globolixo, aquela que recria o cenário do Chaves. Os artistas foram bem escolhidos e, com um quadro de bons roteiristas, a emissora poderia ter escolhido entreter seus telespectadores durante horas de lazer, assim como o original mexicano”, escreveu o pastor, em seu artigo publicado pelo portal Pleno News.

Destacando que o Brasil vive “plena liberdade democrática”, o pastor defendeu que “nenhuma censura deve ser cogitada, desde que não atentem contra a moral e os bons costumes”, e pediu aos leitores que boicotem a programação da emissora: “A liberdade artística deve ser exercida em sua plenitude, mas temos o controle remoto, uma arma eficiente, que está acabando com a audiência e faturamento dessa emissora”.

O pastor comentou que o esquete da “vila militar do Chaves” terminou por reproduzir um “arremedo sórdido ao presidente Jair Bolsonaro”, retratado como autoritário. Porém, na visão de Feliciano, o personagem que emula o presidente, na verdade, seria a representação das aspirações dos políticos socialistas/comunistas brasileiros: “É o retrato do sonho de poder esquerdopata para nosso país, com seu desejo de transformá-lo em uma ditadora à moda Cuba e Venezuela”.

“Originalmente os personagens do programa mexicano foram criados para o público infantil, mas devido à pureza e ingenuidade de seus textos, agradaram em cheio ao público de todas as idades durante décadas. Misturar ao programa uma sátira política dessa forma não condiz com o entendimento das crianças, nem agrada aos adultos que ainda assistem o Chaves como aquele menino puro que nunca enveredou para a crítica política”, pontuou Feliciano.

“Nada de censura, mas o direito de protestar. Desse direito eu não abro mão e incentivo todos vocês a continuarem boicotando a programação chula da Globolixo”, concluiu o pastor, que em fevereiro toma posse para seu terceiro mandato como deputado federal.

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