Comentarista da CNN pede a extinção de Israel para Palestina ser “livre”

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Um comentarista político da CNN pediu a extinção de Israel durante um evento realizado na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em solidariedade ao povo palestino. Sua fala, com um forte tom antissemita, gerou pressão sobre a emissora, que decidiu demiti-lo.

Marc Lamont Hill iniciou seu discurso no evento da ONU falando sobre o que ele considera flagrantes violações dos direitos humanos implementadas por Israel contra os palestinos. “Este ano marca o 70º aniversário da nakba“, afirmou, usando a palavra árabe que significa “catástrofe” ou “desastre” e é usada para se referir à fuga de aproximadamente 700 mil árabes palestinos da guerra civil na região em 1948.

“A nação israelense continua a restringir a liberdade. Existem mais de 60 leis de Israel que negam direitos de cidadania aos palestinos apenas porque eles não são judeus”, pontuou o comentarista, de acordo com informações do portal Christian Headlines.

“Da moradia à educação, reunificação familiar, está claro que quaisquer liberdades naturalmente dotadas para todos os seres humanos estão sendo ativamente removidas dos palestinos por meio da política israelense”, atacou.

Em seguida, ignorou as ações dos grupos terroristas, como o Hamas, para acusar Israel de violência desproporcional: “Enquanto os direitos humanos prometem o direito à liberdade e à vida e segurança da pessoa, os palestinos continuam a viver sob a ameaça de violência aleatória por militares e policiais israelenses. Violência desproporcional na Cisjordânia e em Gaza, violência espontânea diante de protestos pacíficos e violência mal direcionada por um Estado israelense que sistematicamente não consegue distinguir entre civis e combatentes”.

“Os palestinos continuam a ser fisicamente e psicologicamente torturados pelo sistema de justiça criminal israelense, um termo que só posso usar com ironia”, alfinetou, antes de criticar a mudança da embaixada norte-americana para Jerusalém: “Como americano, estou envergonhado de que meus impostos contribuam para essa realidade. Nenhum presidente americano assumiu uma posição de princípio pelos direitos palestinos. Estou entristecido, embora não surpreso que Trump tenha encorajado ainda mais o comportamento de Israel”.

Hill encorajou lideranças políticas a praticarem boicotes, desinvestimentos e sanções contra Israel, até o ponto em que permite a um Estado Palestino nas fronteiras anteriores a 1967: “Temos a oportunidade de não apenas oferecer solidariedade em palavras, mas nos comprometer com ações políticas, ação de base, ação local e ação internacional que nos dará o que a justiça exige, e isso é uma Palestina livre. do rio para o mar”.

A repercussão da fala de Marc Lamont Hill – que também é professor universitário – resultou em sua demissão por parte da CNN. As críticas contra o comentarista observaram que sua fala ecoou o discurso antissemita do Hamas e outros grupos que visam a erradicação do Estado de Israel.

O jornal The Independent, do Reino Unido, destacou que após a decisão da CNN, Hill usou o Twitter para negar que tenha apoiado o Hamas: “Em nenhum momento eu endossei, apoiei, ou sequer mencionei o Hamas. Isso é desonesto. Eu fui muito claro em meus comentários sobre desejar liberdade, justiça e autodeterminação para TODOS”, defendeu-se, sem admitir que sua fala se assemelhou em muito às bandeiras do grupo terrorista palestino.

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