Pai é processado por negar que filho de 6 anos é “transgênero”, como pensa a mãe

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Uma batalha judicial estarrecedora está servindo para revelar, mais uma vez, como a ideologia de gênero está afetando milhares de famílias pelo mundo. Neste caso, um pai está sendo processado por sua ex-mulher por negar que o filho de apenas 6 anos deva ser, na verdade, uma “menina”.

Jeffrey Younger pode perder a guarda do seu filho, caso a justiça americana decida em favor da sua ex-mulher. Ela o acusou formalmente de cometer “abuso infantil” por não deixar que crie seu filho, James, como uma menina, chamando-o de “Luna”.

Segundo relatos do pai ao jornal The Federalist, o próprio James, apesar de ser muito novo e não ter qualquer maturidade sobre questões relativas à sua própria sexualidade, manifesta rejeição à tentativa da mãe em querer transformá-lo em uma “menina”.

Younger e sua ex-mulher vivem separados. Ele disse que quando James está com ele, o filho “violentamente se recusa a usar roupas de menina”. Por outro lado, quando está com a mãe, ela veste o filho de menina, tratando-o como tal, inclusive querendo deixar o seu cabelo crescer.

A mãe acusa o pai de “comportamento emocionalmente abusivo” por não deixar o cabelo do filho crescer e não contribuir para “afirmar sua identidade como uma menina”.

“Embora não esteja claro se esse comportamento se eleva ao nível da violência familiar neste momento, a agressão do Pai está se tornando mais comum e mais intensa”, diz o documento do processo no qual Younger é tratado como “agressor”, segundo a CBN News.

Além de pedir que o pai perca a guarda do filho, a mãe da criança exige no processo que Younger pague pelo tratamento psicoterapêutico que visa a “transição de gênero” de James.

“Ela também está procurando exigir que ele pague pelas visitas da criança a um terapeuta que faça a transição de gênero, o que pode incluir o bloqueio da produção hormonal a partir dos oito anos”, diz o documento.

O abuso está sendo praticado pela mãe

A criança foi diagnosticada com “disforia de gênero”, segundo relatos da mãe após levar o filho a um terapeuta. No entanto, o próprio terapeuta observou que James prefere ser tratado como menino quando está com o pai, e como “Luna” quando está com a mãe.

A psicóloga Marisa Lobo comentou esse caso a pedido do Gospel Mais, explicando o que realmente pode estar ocorrendo nessa família.

“Tudo indica neste caso que a mãe é responsável por manipular a identidade sexual da criança, impedindo que ela se desenvolva espontaneamente de acordo com o seu sexo biológico. Chama atenção que ela queira afirmar algo tão sério quando o filho tem apenas 6 anos”, disse Marisa.

“A orientação sexual segue o curso da própria biologia. Diferentemente do que afirma a ideologia de gênero, o ser ‘menino’ ou ‘menina’ é uma consequência natural de uma construção biológica pré-estabelecida, aliada aos sexos macho e fêmea definidos ainda no útero materno”, acrescenta. “Não é o gênero que define o sexo, mas sim o sexo que define o gênero”.

Com isso, Marisa explica que o desejo de James ser menino quando está com o pai deve ser encarado com naturalidade, e que isso faz parte da identificação que o filho possui com o pai. “Enquanto Younger é o modelo de masculinidade para o filho, a mãe parece interferir nessa relação, confundindo a criança ao lhe tratar como menina”, diz a especialista.

“É provável que James queira ser trado como ‘Luna’ quando está com a mãe apenas para lhe agradar, já que é isso o que lhe faz receber atenção dela. Infelizmente, há pessoas que gostariam de ter tido um filho ou filha, mas não tiveram, e por isso transmitem esse desejo inconsciente para a forma como tratam o filho que nasceu, podendo causar esse tipo de confusão”, pontua.

“Além disso, dependendo da relação do pai e da mãe, que estão atualmente separados, a criança pode estar sendo utilizada como instrumento para afetar a vida de um ou outro na relação, como forma de vingança, o que tornaria a situação ainda mais cruel e difícil”, conclui Marisa.

Por fim, a psicóloga faz um alerta, inclusive para os profissionais de saúde:

“Definir uma identidade disfórica em uma criança de 6 anos que ainda nem elaborou o complexo de édipo, ou seja, que ainda não consolidou sua identidade positiva conforme o curso natural de sua biologia, é violência psicológica”.

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