Pastor explica porque o diabo ataca a Família: “É nela que Deus ilustra o Evangelho”

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Há um ditado bem conhecido que diz o seguinte: “Você pode escolher seus amigos, mas não sua família”. Segundo o pastor Russell Moore, família realmente não é um contexto sempre fácil de se lidar, porém ela exerce um papel importante, não somente na sociedade, mas também em prol do Reino de Deus.

Segundo o pastor, lidar com problemas na família é algo extremamente normal, diferente da ilusão que muitos cristãos têm de achar que não vão enfrentar problemas, porque consagraram suas famílias a Jesus.

“Acho que a tentação é de alguma forma pensar que, se apenas amamos a Jesus ou se somos apenas pessoas boas, então não vamos ter esses momentos difíceis que vêm com a família e, na realidade, isso nunca foi o que Jesus nos prometeu. Ele disse para nós que ‘nossas vidas dentro da família são sobre carregarmos a nossa cruz’ e assim isso significa que toda interação que temos dentro de uma família é uma oportunidade de se derramar, sacrificar-se a serviço dos outros”, disse o pastor à CBN News.

Dr. Moore é presidente da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa, que serve como braço de política pública da Convenção Batista do Sul.

Em seu último livro, “The Storm-Tossed Family: Como a Cruz Remodela o Lar”, Moore diz que o foco na cruz ajudará a evitar que as famílias se curvem.

“O que vemos na cruz é que, apesar da mágoa e através da vulnerabilidade, vemos a glória de Deus”, diz ele.

Guerra Espiritual

Uma das razões pelas quais a vida familiar é um grande desafio, acredita ele, é porque está sob constante ataque espiritual.

“É porque o relacionamento matrimonial, por exemplo, é concebido à semelhança da imagem de Cristo e da Igreja e o relacionamento de uma criança com os pais ou uma família maior se baseia na figura de Deus, que é um Pai para nós, como Efésios Capítulo 3 nos diz”, explicou o pastor.

“Então, é claro, as forças espirituais, os principados e potestades, como o Novo Testamento os chama, estão contra ela. Estas forças não gostam da imagem disso e então o que você vê acontecendo com a Família em todas as gerações, em todas as épocas, é semelhante ao que alguém veria tentando desmontar uma faixa do Evangelho, porque é isso que a família é”, diz Moore.

Demônios Digitais

Nesta era digitalmente conectada, as famílias muitas vezes sentem que seus relacionamentos se desconectaram no mundo real e a depressão pode se instalar nestes lares, aparentemente “perfeitos” nas redes sociais.

“Você tem pessoas que pensam que, de alguma forma, todo o seu valor é construído sobre se as fotos de suas famílias que são ou não ‘instagraveis’ o suficiente e se seus filhos têm ou não sucesso suficiente”, diz Moore.

No entanto, ele diz que é importante lembrar que as postagens nas mídias sociais não são uma câmera ao vivo na vida familiar de uma pessoa; em vez disso, são instantâneos dos bons momentos.

“As pessoas não costumam postar nas redes sociais, ‘Adivinha o que aconteceu? Minha tia tem outra ordem de restrição contra ela’ ou ‘meu filho foi preso novamente’ ou ‘Eu tenho medo de que minha esposa e eu venhamos a nos divorciar’. As pessoas nunca vão fazer isso. Mas às vezes, quando vemos apenas a apresentação brilhante, isso pode causar esse tipo de comparação e o sentido porque estou tendo dificuldades significa que não estou tendo sucesso, quando a realidade é que alguma das famílias mais biblicamente fundamentadas e prósperas e floridas pensam que estão falhando, porque é muito difícil e estão enfrentando todo tipo de desafios”, continua ele.

Encontre Suporte na Igreja

Moore diz que seus livros tipicamente ganham forma justamente nas questões que ele está tratando como marido, pai, pastor e questões familiares.

“Família não é apenas um acidente biológico. A Família está ilustrando algo. Deus está desenhando na família a Sua própria paternidade. Ele está ilustrando na Família o próprio Evangelho — a união de Cristo e sua Igreja, as boas novas do novo nascimento — todas essas coisas são retratadas dentro da estrutura familiar”, destacou.

“Precisamos remar contra a maré e nos voltarmos para a Igreja em vez de nos afastarmos dela”, escreveu Moore.

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