Renê Terra Nova comanda gesto no Jordão e termina criticado por “sacrilégio”

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Renê Terra Nova, líder do Movimento Internacional da Restauração, divulgou um vídeo de um grupo de fiéis que participou de um batismo nas águas do rio Jordão, em Israel, formando o número 17, seguido de um grito em apoio a Jair Bolsonaro. Nas redes sociais, houve quem repudiasse o gesto.

“Qual o nosso número?”, pergunta a pessoa ao microfone. “17”, respondem os fiéis, que estão posicionados na água. “Qual o nome do nosso líder?”, questiona novamente o homem que liderava a cerimônia. “Bolsonaro”, reagem os fiéis.

A manifestação política durante a celebração do batismo realizado em Israel foi justificada por Renê Terra Nova em seu perfil no Instagram: “Hoje, os 27 estados do Brasil representados por apóstolos, fizeram um ato profético no Jordão em Israel. #TodosSomosBolsonaro“, escreveu o apóstolo.

O líder neopentecostal também lembrou a ocasião em que Jair Bolsonaro esteve em Israel, há dois anos, e foi batizado no mesmo local, numa renovação de seus votos de fé. O candidato, ao saber da manifestação em seu apoio, comentou: “Muito obrigado pela consideração!”.

Críticas

Nas redes sociais, houve muitas manifestações de apoio e de repúdio à mistura de batismo com ato político. Uma das críticas mais compartilhadas no Facebook foi a do jornalista e teólogo Victor Fontana, que destacou que sua oposição ao gesto não se dava pela referência a Bolsonaro, mas pelo uso “sacrílego” da celebração que simboliza uma nova vida.

Confira:

Não é sobre Jair. É sobre o Batismo.

Não falo como eleitor, nem em voto. Falo em correção doutrinária.

Impossível ficar calado diante dessa imagem. Seja qual for a sua confissão cristã, em qualquer uma delas o batismo tem algo de sublime. Ele é central na orientação na Grande Comissão.

O batismo é para presbiterianos um Sacramento. Para os Batistas, o símbolo máximo da nossa morte e ressurreição para uma nova vida em Cristo.

No batismo, apenas UM NOME. Apenas UMA PESSOA. Apenas UM REDENTOR. Apenas UM KYRIOS.

E há apenas UM BATISMO.

Isso não é um batismo, mas uma caricatura.

Não há espaço para dividir a glória de Cristo com quem quer que seja.

Não me importa qual é o número. Seja 17, 13, 45, 18, 30. Não interessa. Atrelar qualquer outra imagem ao batismo é grave. É gravíssimo. Fato é que o número é 17. É colocar ao lado de Jesus o símbolo de outro. Junto da maior redenção, um símbolo co-participante.

Àqueles que dizem que a candidatura de Jair Bolsonaro representa melhor os valores cristãos, aqui, nesse caso específico, ela também é o que mais de avesso há ao cristianismo: a idolatria.

A quem prega qualquer Evangelho que não seja Cristo, e este crucificado, com dor no coração digo anátema.

Quem ousa falar em idolatria a uma ideologia e se cala diante dessa imagem é cego ou hipócrita.

Falo como quem sabe que receberá críticas. Falo como quem sabe que se arrisca ao postar isso. Mas diante de tal fato, não posso calar.

Dito isso, vote em quem quiser e com boa consciência cristã.

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