“Geração do avivamento” está prestes a se revelar, acredita evangelista chinês

0
74

Liu Zhenying é um cristão chinês que sofreu muitas torturas e ameaças por causa de sua fé. Ele conta que muitas vezes recebeu choques elétricos enquanto os guardas da prisão lhe diziam para negar a Cristo.

Aos 25 anos, ele estava na prisão de Nanyang, onde passou por muitas privações, incluindo longos jejuns forçados. Certo dia, a Secretaria de Segurança Pública, uma espécie de polícia secreta da China, levou sua mulher e sua mãe para convencê-lo a revelar a identidade dos seus “contatos” na igreja clandestina.

Com o corpo repleto de marcas de espancamentos, ele apenas soluçava e disse a elas em meio às lágrimas: “Eu vou ver todos vocês no céu!”. Isso foi em 7 de abril de 1984. Liu acreditava que logo morreria pelo Senhor naquela prisão, mas Deus tinha outros planos.

Liberto quatro anos depois, voltou a ser preso e torturado mais duas vezes antes de conseguir escapar da China em 1997. Hoje com 60 anos de idade, a história de Liu Zhenying, é conhecida pelos cristãos de todo o mundo por causa do livro “O Homem do Céu”, assinado com seu apelido “irmão Yun”. Mais de um milhão de cópias já foram vendidas, em mais de 35 idiomas, da obra que revela uma história de intervenção sobrenatural e sobrevivência milagrosa.

Em meio a nova onda de intolerância que a China experimenta, seu testemunho é lembrado como um vislumbre para o Ocidente do que ocorre nas igrejas domésticas subterrâneas chinesas. Embora não haja número oficiais, estima-se que quase 10% dos 1.3 bilhão de habitantes do país são cristãos.

O trabalho evangélico no sul da Ásia começou há mais de 200 anos, quando Robert Morrison desembarcou em Macau, em 1807. O missionário escocês acabou traduzindo a Bíblia para o chinês. Anos mais tarde, missionários como Hudson Taylor, que fundou a Missão para o Interior da China, em 1865, levaram o evangelho para as províncias mais longínquas.

Havia cerca de 1 milhão de cristãos vivendo na China quando o exército comunista de Mao Tsé-Tung assumiu o poder em 1949. Seu o regime cruel logo se voltou contra os religiosos. “A primeira coisa que Mao fez foi expulsar todos os missionários, jogar pastores em prisões ou em campos de trabalho onde a maioria deles morreu, destruir templos e queimar Bíblias”, diz Yun. “Na década de 1970, era comum dizer que as únicas Bíblias deixadas na China estavam em museus de história em Pequim”.

No entanto, quando a sangrenta Revolução Cultural terminou, com a morte de Mao em 1976, o movimento cristão clandestino já estava em expansão. Foi nessa época que Yun, aos 17 anos, passou a ser um criminoso procurado na China. Seu “crime” foi ter levado 2.000 pessoas a Cristo em sua província natal, Henan, durante seu primeiro ano como cristão.

Ele diz que seu zelo veio de sua família, que apesar da perseguição, continuava anunciando a salvação em Jesus. O jovem evangelista continuava pregando, apesar da constante ameaça de prisão. Em 1983, Yun foi preso pela primeira vez, enquanto liderava uma reunião secreta em uma igreja em uma vila do interior.

Enquanto era agredido e arrastado pela neve, Yun fingia insanidade para advertir outros crentes a fugirem, gritando: “Eu sou um homem do céu! Eu moro na Aldeia do Evangelho! O nome do meu pai é Benção Abundante! O nome da minha mãe é Fé, Esperança e Amor!”. Daí surgiu seu apelido.

Como outros líderes de igrejas domésticas, Yun decidiu fugir da China e buscar asilo político na Alemanha. Ele conseguiu chegar a Frankfurt, onde após investigações sobre sua história, um status de refugiado. Desde então vem compartilhando seu testemunho nas igrejas, tentando alertar sobre a situação enfrentada pelos cristãos em seus país.

Avivamento

Yun acredita que muitos dos cristãos da China, refinados no fogo da perseguição, estão prontos a dar suas vidas para alcançar os perdidos. “Sinto que o tempo já chegou para a igreja na China levar o evangelho de volta a Jerusalém”, disse ele, referindo-se a um projeto de evangelização mundial que visa enviar missionários chineses pela antiga rota da seda.

Para ele, essa pode ser a “última etapa” do cumprimento da Grande Comissão. “A maior mudança virá no Oriente Médio, quando mensageiros de Jesus Cristo proclamarem o evangelho. Quando eles começarem a morrer, uma mudança real acontecerá”, defende.

Pelle Karlsson, presidente de uma missão que participa da preparação para que esse trabalho maciço de evangelização ocorra, acredita que o testemunho de Yun é “um despertador para a igreja no Ocidente, que está adormecida”. Segundo ele, “Chama a igreja de volta àquele nível mais profundo de compromisso – tomar a cruz de verdade.”

Muitos estudiosos acreditam que uma poderosa força espiritual está surgindo na China. Essa igreja clandestina estaria pronta para evangelizar o mundo.

“A visão que o Senhor deu à igreja chinesa é levar Jesus a todos os povos – desde a Grande Muralha da China até o Muro Oriental de Jerusalém”, diz Yun. Para ele, é uma questão de tempo até que uma “geração do avivamento” irá mudar a história e cumprir essa missão. Com informações Charisma News

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here