Muçulmanos se juntam a gays contra cruzada de Franklin Graham

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A principal organização muçulmana do Reino Unido acredita que o evangelista norte-americano Franklin Graham deve ter seu visto negado ao país por advogar “ódio” e “fanatismo”.

“As declarações de Graham demonstram claramente um ódio pelos muçulmanos e outras minorias”, afirmou em nota o Conselho Islâmico da Grã-Bretanha. “Esperamos que o governo aplique critérios duros. Se isso não acontecer, enviará uma mensagem clara de que não está combatendo consistentemente todas as formas de fanatismo.”

Políticos britânicos e até mesmo alguns líderes de igrejas demonstraram preocupações sobre a presença de Graham em um evento evangelístico na cidade de Blackpool entre os dias 21 e 23 de setembro. Em diferentes ocasiões, o evangelista criticou o Islã em seu discurso, sempre destacando os ataques terroristas em todo o mundo motivados pela religião.

Franklin, atual presidente da Associação Evangelística Billy Graham, fundada por seu pai, negou que sua pregação é de ódio contra muçulmanos ou quaisquer outras minorias.

“Eu não estou vindo para pregar o ódio, estou aqui para pregar sobre um salvador: Jesus Cristo, que pode fazer a diferença em nossas vidas se depositarmos nossa fé e confiança Nele”, disse Graham em entrevista. “Não estamos aqui para pregar contra ninguém, estamos aqui para falar sobre Deus”, afirmou.

Grupos LGBT também pedem cancelamento

Desde que foi anunciado, a cruzada provocou reação contrária de grupos LGBT. Em julho, a empresa de ônibus Blackpool Transport proibiu anúncios do Festival da Esperança, alegando que o pregador iria promover “ódio e homofobia” no evento.

A resposta de Graham, publicada no Facebook foi: “Posso assegurar que dezenas de milhares de pessoas em Blackpool e em todo o Reino Unido estão à procura de esperança. Sexo, drogas, dinheiro, até mesmo religião – nada disso é a resposta. Estou indo compartilhar com todos da Inglaterra que há Alguém que pode lhes dar esperança”, acrescentou Graham. “A esperança para hoje, para amanhã e para a eternidade, seu nome é Jesus Cristo!”

O pastor Ron Farrington, da igreja evangélica independente de Crossgate, explicou por que sua igreja não participará do evento. “Acredito que Franklin Graham virá pregar o Evangelho, mas muitas pessoas estão incomodadas com seus comentários [sobre gays e muçulmanos] e eu não apoio esses comentários.”

Estatisticamente, o cristianismo está em declínio no Reino Unido, que no século 19 foi o centro de evangelização mundial, tendo enviado missionários para muitos países. A postura das lideranças cristãs do país, que adotaram uma teologia liberal e cederam ao discurso do politicamente correto é, indubitavelmente, a maior responsável por esse declínio. Ao mesmo tempo, os islâmicos crescem e assumem posições na política, tendo eleito deputados e prefeitos de 29 cidades, incluindo a capital Londres. Com informações The Guardian

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