Campanha pró-aborto é desmascarada após usar foto de cristã sem autorização

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Uma conhecida campanha pró-aborto dos EUA está sendo criticada e desmascarada após usar a foto de uma mulher — sem o consentimento dela — para uma publicação, na qual o testemunho de jovem é exposto, como alguém que se orgulha de ter feito três abortos, já aos 23 anos de idade.

Porém, o que o que os responsáveis pela campanha “Shout Your Abortion” (“Grite o Seu Aborto”) não esperavam que a foto usada para ilustrar o relato da jovem denominada “Heather” fosse na verdade de uma ativista pró-vida.

No texto intitulado “Eu tenho 23 anos e tive 3 abortos. SIM, EU TENHO!”, a autora detalha dois abortos depois de encontros sexuais casuais, nos quais ela não usou nenhum tipo de controle de natalidade, e um terço depois que sua pílula anticoncepcional falhou, ela finalmente decidiu abortar, porque a gravidez iria atrapalhar um trabalho de verão.

“Tenho 23 anos, tenho uma boa vida, não quero destruí-la por causa de um bando de crianças para as quais não estou preparada. Isso não faz sentido? Tenho ZERO de arrependimento do que fiz”, escreve a autora, desejando que o aborto seja visto como “apenas mais uma cirurgia”.

O texto de “Heather” foi publicado em vários sites e recebeu ampla condenação em círculos pró-vida e conservadores.

A fraude

Molly Schaap, de 24 anos, que entrou em contato com a LifeSiteNews e outros meios pró-vida para declarar que ela era a mulher na imagem da publicação, mas ela é contra o aborto e nunca havia realizado nenhum procedimento abortivo. Além disso, não deu permissão a nenhuma campanha pró-aborto para usar sua imagem.

“Fiquei horrorizada ao acordar ontem e saber que uma foto minha foi roubada e usada sem a minha permissão ou conhecimento”, escreveu Shaap, observando que é estranho “Heather” dizer que “ela está orgulhosa de quem ela é e de suas ações, mas usar uma foto de um estranho ao invés de si mesma”.

“Durante toda a minha vida, fui pró-vida e acredito que a vida começa na concepção”, declarou Schaap. “Eu pessoalmente fiz doações para causas pró-vida e acredito que toda vida é valiosa. Como cristã, acredito que Deus é o autor da vida, e a vida não é nossa para que demos fim a ela quando quisermos”.

Compaixão

Ao mesmo tempo, Schaap disse que sua imagem ligada a comentários hostis direcionados a “Heather” inspirou uma conexão empática com a autora.

“Embora eu acredite fortemente que o aborto está levando uma vida valiosa, gostaria de pedir às pessoas que pensem sobre o efeito de suas palavras e escolham com cuidado o que vão dizer”, implorou ela a seus companheiros pró-vida. “Se Heather realmente existe, eu quero que ela saiba que ela tem valor e é amada apesar das infelizes escolhas de vida que ela fez. A Bíblia ensina claramente que Deus é um Deus que perdoa”.

A organização pró-vida Iniciativa de Defesa Humana diz que a campanha “Shout Your Abortion” não respondeu a um pedido de explicação sobre o incidente. O texto foi retirado de seu endereço original no site do grupo pró-aborto.

Schaap disse à agência Gateway Pundit que ela está atualmente indecisa sobre se ela quer prosseguir com uma ação legal contra o Shout Your Abortion.

“Eu sou uma professora atualmente tentando se preparar para o ano letivo, então é algo sobre o qual eu gostaria de pensar mais nos próximos dias”, disse ela.

A campanha “Shout Your Abortion” foi fundada em 2015 com a premissa de que os sentimentos pró-vida estão enraizados na ignorância das experiências e perspectivas das mulheres que abortam, e que divulgar histórias “positivas” de aborto seria a chave para acabar com o debate.

De fato, projetos pró-aborto semelhantes foram tentados durante anos, com pouco impacto na oposição majoritária à maioria dos abortos. Os pró-vida dizem que os seres humanos vivos são a parte que realmente está sendo ignorada no debate sobre o aborto.

Enquanto isso, organização pró-vida coletaram as histórias pessoais e reais de mulheres que lamentam seus abortos, através de grupos como o ‘LifeSiteNews’, ‘Silent No More’, ‘Rachel’s Vineyard’, ‘After Abortion’, e ‘Abortion Recovery International’. Defensores do aborto muitas vezes ridicularizam o arrependimento do aborto como um mito.

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