“Minipastora” faz cultos nas ruas e evangeliza gays

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Vitória de Deus tem 10 anos de idade e ganhou fama por “curar” pessoas na rua, com sua oração e seu louvor. A menina já ganhou milhares de seguidores em suas redes sociais, que já contam com 323 mil no Instagram e mais de 26 mil no Youtube.

Nascida em Petrolina (PE), Vitória é a segunda de cinco filhos de Cícero Graciliano de Deus, 51, um funileiro que largou o conserto de panelas para uma missão: fazer da filha uma cantora gospel conhecida em todo o Brasil.

Cícero também é cantor gospel e diz que a filha escapou da morte com um propósito. “Ela teve um problema sério nos pulmões assim que nasceu. Mas sobreviveu e desde os três aninhos ela canta e ora para as pessoas. Dom não depende de idade”, afirmou.

Evangelizando o público LGBT

A menina é chamada de minipastora e tem influenciado a comunidade LGBT. “Eu amo as pocs (termo usado para apelidar os gays), mas, na verdade, é um pecado”, disse. “Cada um escolhe o que quer ser. Eu tenho muitos amigos LGBTs e não quero machucar nenhum deles”, afirma.

Foi criticando os gays que Vitória virou meme. Em 2017, ela foi até as redes sociais e defendeu que Deus “não criou Adão e Ivo”. Também ficou ao lado do pastor e deputado Marco Feliciano (Podemos-SP).

A contenda com os LGBTs só deixou de existir quando ela fez um vídeo no Instagram mandando um beijo para as “pocs” e disse que iria orar por todos eles. A ação da menina foi inspirada por um internauta.

“Ela virou ícone a partir disso. Não sabia o que era uma poc, mas foi superfofa. E mesmo quando soube o que nós éramos, ela continuou nos amando”, disse o bailarino Daniel Anjos, 24, após assistir ao show da artista na av. Paulista, SP.

Dividindo opiniões

As apresentações nas ruas duram ao menos três horas. Vitória usa um microfone e “unge” as pessoas com óleo, enquanto canta. Recentemente, ela também gravou um clipe com a funkeira trans Lady Chokey, com a música “Sobrenatural”.

“Cantar um louvor tão arrepiante como esse com a Vitória abalou os dois mundos: o sagrado e o profano”, disse a funkeira. O clipe já foi visto 268 mil vezes e dividiu opiniões.

Segundo Vitória houve resistência no meio evangélico após o dueto com Lady. “Sim, eu sofri preconceito, mas segui em frente”, disse. A menina tem se apresentado em igrejas e recebe doações, o que tem mantido a família financeiramente. Eles vivem em Suzano, onde Vitória e seus irmãos frequentam a escola pública.

“Estudo muito porque eu quero ser juíza, além de cantora. Achei lindo uma juíza jurando sua decisão colocando a mão sobre a Bíblia”, diz. Enquanto isso, ela tem sido assessorada por Luiz Carlos Pereira, proprietário da gravadora LCP.

Vitória diz que vai seguir cantando nas ruas, o lugar onde “uma missionária deve estar”. Para o empresário Fábio Domingues, 35, “na inocência, ela está fazendo o que as igrejas nunca foram capazes de fazer: amar as pessoas independentemente do que elas são”, conclui. Com informações Folha de S. Paulo

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