“Desconfie de pastores que não prestam contas”, alerta teólogo

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A queda de pastores famosos, líderes de megaigrejas, sempre afeta a imagem dos evangélicos. Por isso, seria importante que os fiéis “desconfiem daqueles que não prestam contas a ninguém”, pede Roger E. Olson, professor de Ética Cristã no Seminário Teológico George W. Truett em Waco, Texas (EUA).

Ele diz que o atual modelo eclesiástico “não está funcionando”, pois, a maioria dos grandes ministérios são geridos por conselhos indicados pelo próprio líder. Sendo assim, nunca se manifestam contrários a ele. Segundo Olson, “a obsessão de nossa cultura por celebridades, grandeza, entretenimento e sucesso” é um dos maiores problemas a afligir a igreja.

Conforme adverte o teólogo batista, isso passou a ser parte do cenário religioso e, “infelizmente, atingiu em cheio o cristianismo evangélico”. Ele destaca que, nos últimos anos, “vários líderes importantes acabaram caindo de seus pedestais de celebridades”.

Olson não cita nomes, mas o caso mais destacado na atualidade é de Bill Hybels, ex-pastor sênior da Igreja Willow Creek, que influencia milhões de pessoas em todo o mundo através de seus livros e “Summits” de liderança. Apesar de alegar inocência, Hybels foi repetidamente acusado por mulheres diferentes de “comportamento inadequado”, com o sexo oposto, incluindo insinuações de cunho sexual.

Além das falhas morais, a “fraude financeira” também tem sido uma grande preocupação para as grandes igrejas. Conforme destaca o professor de ética, um dos principais problemas é consequência da “independência” dos grandes ministérios, onde os pastores não prestam contas dos valores arrecadados para ninguém de fora de sua própria organização.

“[Esses ministérios] geralmente oferecem entretenimento religioso e um lugar para se ‘esconder’ caso você não queira frequentar uma igreja local e jamais ser convidado a se envolver”, avalia.

Surge então o risco do “autoritarismo” e o perigo da “heresia”, reforça Olson, pois a questão central é sempre o fato de “não prestar contas a ninguém de fora de sua própria organização”.

“Não estou sugerindo que isso vale para todos. Muitos pastores famosos não fazem essa prestação de contas externas e nem por isso se envolveram em escândalos”, destaca. “No entanto, quando os grandes líderes religiosos caem, muitas vezes derrubam muitas pessoas consigo.”

Embora admita que não existe ministério “isento de erros”, as igrejas que pertencem a denominações geralmente fornecem mais “oportunidades” para algum tipo de vigilância sobre ações ou ensinamentos potencialmente errados. As estruturas incluem “conselhos de ética” e diretorias que impedem ações que se choquem com o que é historicamente ensinado. Com informações Christian Post

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