“Igreja da Maconha” quer os mesmos direitos de toda religião

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No ano passado, Steve Berke, um dos fundadores da Igreja Internacional da Cannabis, na cidade de Denver, no Colorado (EUA), afirmou que em pouco tempo eles iriam se multiplicar. Com a legalização para “fins recreativos” no estado, seu discurso é que o uso no templo apenas “incentiva o autoconhecimento de cada um”.

Após a inauguração do seu primeiro templo – uma antiga igreja luterana de 113 anos – o movimento “Elevacionista” passou a afirmar que desejava unir pessoas de todas as religiões para o exercício espiritual de consumir a “planta sagrada”.

O argumento de Berke era que o uso da droga tinha um sentido sagrado, por isso recorreu à justiça para que a maconha passasse a ser reconhecida como um “sacramento”. Os elevacionistas querem que sua igreja receba o mesmo tratamento que todas as outras religiões.

Seu outro fundador, Lee Molloy, explica que “Durante o consumo de cannabis, os fundadores perceberam que era como um sacramento que derruba os muros entre todas as culturas, fazendo todos iguais e em sua jornada espiritual”.

Recentemente eles inauguraram outra igreja, no estado de Indiana. Foi então que divulgaram seus “12 mandamentos”, que inclui recomendações como “não seja um idiota”, “divirta-se na vida”, “não faça comentários agressivos na internet” e “Cannabis é nossa fonte de saúde e amor”.

O credo dos elevacionistas não fala sobre Deus como um ser supremo. Seu foco é aproveitar a vida aqui na Terra da melhor maneira possível.

Pedido rejeitado

Apesar de todo o discurso sobre “paz e amor”, a tentativa da Igreja Internacional da Cannabis em conseguir o status de religião acabou frustrado. Após três anos brigando na justiça, na última sexta-feira (6), a Justiça de Indiana negou seu pedido.

Os representantes da igreja tentaram se beneficiar da liberdade religiosa vigente no estado, a juíza responsável pelo caso, Sheryl Lynch, não se convenceu.

“Seria impossível combater o uso ilícito e o tráfico de drogas se, de forma fragmentada, passasse a se permitir o uso de entorpecentes para exceções religiosas, propício ao abuso… e o local poderia se tornar um alvo de ladrões, gangues e traficantes de drogas, o que sobrecarregaria as forças policiais locais”, destacou ela em seu despacho.

Mesmo assim, os fundadores não desanimaram. Em seu perfil no Facebook, Bill Levin, responsável pela Igreja de Indiana mandou um recado à juíza: “nós amamos vocês. Nós perdemos. Recorreremos e seguiremos em frente”.

Seu próximo passo é uma campanha nacional para o reconhecimento da Cannabis como sacramento, o que, acreditam, irá popularizar essa nova forma de religião. Com informações Fox News e Crixeo

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