Voluntários cristãos tentam evitar suicídios nas estações de trem

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No ano passado, 237 pessoas suicidaram-se em linhas de trem e metrô no Reino Unido. Mas há um grupo de cristãos querendo evitar isso.

Uma equipe de voluntários do Rail Pastors (Pastores dos Trilhos) faz rondas nas estações de trem, tentando salvar vidas.

O projeto começou em 2014 e atualmente reúne 100 voluntários atuando regularmente em cinco regiões do Reino Unido. O trabalho é reconhecido oficialmente pela polícia e são uma extensão dos Street Pastors (Pastores das ruas), que durante os fins de semana ajuda e alimenta pessoas vivendo nas ruas.

Segundo a voluntária Pam Almond, “em várias ocasiões, vimos pessoas que pareciam estar no limite e, quando as abordamos, queriam só conversar”. Ela conta que seu trabalho basicamente é estar lá. “Não temos certeza no que as pessoas estão pensando e com que estão preocupadas. Você só pode especular sobre o que ouve e vê”, revelou à BBC.

Eles andam nas estações e, além de tentar identificar suicidas em potencial, ajudam passageiros que necessitam de primeiros socorros e oferecem conselhos para manter as estações seguras.

A cidade de Reading foi a primeira a receber o projeto fora de Londres. Desde 2015 conta com “pastores” e, segundo o grupo, os incidentes com morte caíram um terço.

O voluntário Simon Vaney explica que “a vontade de suicidar-se vai e volta”. “Se você consegue fazer com que as pessoas continuem falando, as encoraje e dê a elas algum apoio, isso pode fazer a diferença”, acredita.

Já a Anna Henson diz que muitas vezes se assusta com o comportamento das pessoas. “Já vi alguns chegando muito perto da beira das plataformas, sobretudo adolescentes falando ao celular”, conta. “Eles não percebem que um trem pode vir e arrancar o braço deles ou mesmo matá-los”, explica.

Todos os ‘Pastores dos Trilhos’ recebem treinamento da organização Samaritans, dedicada à prevenção do suicídio. Os homens e mulheres que patrulham as plataformas acreditam que fazem diferença. “Estamos aqui, e nos preocupamos”, destaca o voluntário Roger Clark.

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