Pastor da “tragédia de Linhares” é indiciado por mais um estupro

prisao-pastor-viana-28-04-2018

A situação de George Alves, mais conhecido como “pastor George” se agravou. Depois de ser preso, acusado de agredir, estuprar e queimar vivos o filho e o enteado, em Linhares, Espírito Santo, agora foi indiciado por mais um estupro.

A informação foi divulgada, nesta segunda-feira (9). Uma mulher havia procurado a polícia para denunciar o crime, que teria ocorrido em 2015. O inquérito foi encerrado e desde a quarta-feira (4) George passa a responder por mais um estupro. A vítima não teve seu nome divulgado.

O caso dos meninos que morreram em 21 de abril num incêndio criminoso chamou a atenção de todo o país. A mãe, pastora Juliana Sales, também está presa. A Justiça diz ter provas que Juliana sabia dos “supostos abusos sexuais” sofridos pelos filhos. Acusa ela e o marido de ter premeditado a morte das crianças para ganhar “notoriedade e ascensão religiosa”.

A defesa do casal, contesta, insistindo que o casal é “vítima de uma tragédia” e que a acusação está usando a mídia “para criar uma ‘culpa inexistente’”.

Neste domingo, um protesto para pedir Justiça foi realizado em frente à casa onde os irmãos Kauã (6) e Joaquim (3) morreram.

Organizado por familiares e amigos do empresário Rainy Butkovsky, ex-marido de Juliana e pai de Kauã, eles pediam justiça para “os anjos de Linhares” e prisão perpétua para o casal de pastores.

“Ele nunca foi pastor e nunca foi pai porque ele não é um ser humano”, acusava a avó de Kauã, Marlúcia Butkovsky, ao lembrar com tristeza o que o neto passou nas mãos do pastor George.

Chorando muito, ela afirmou: “É muito triste saber que aqui foram feitas as coisas mais tristes com duas crianças. Principalmente por saber que aquele monstro se passava por um pastor.”

Durante o ato, os participantes exigiram leis mais duras para a violência contra crianças e a transferência para o Espírito Santo da pastora Juliana, que está presa em Minas Gerais.

No encerramento dos protestos, fizeram uma roda e rezaram um “pai nosso”. Com informações de Gazeta e G1

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