Evangelista diz que estamos pregando a “teologia dos mimados” e ressalta a imaturidade dos cristãos

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A década de 90 foi marcada pelo surgimento das igrejas neopentecostais, muitas das quais associadas ao desenvolvimento da Teologia da Prosperidade, uma corrente setorial da teologia cristã que acredita no sucesso financeiro como consequência das bençãos de Deus, face ao que o fiel é capaz de “sacrificar” em prol da providência divina. Atualmente, no entanto, a evangelista norte-americana Beth Moore diz que há uma nova geração, marcada pelo vitimismo emocional e até espiritual.

“Temos muito orgulho de não termos aderido à teologia da prosperidade, mas temos aderido a uma teologia dos mimados onde temos muito medo de sofrer, medo de que alguém nos critique e machuque nossos sentimentos”, disse Moore, segundo o The Christian Post.

Moore ressaltou o que, na verdade, contraria a ideia de bem estar do “cristão mimado”. A Bíblia ensina que Jesus Cristo, na prática, enfrentou inúmeras dificuldades (Lucas 16:33), e não que a fé em Deus é motivo para uma vida constante de paz e alegrias, mas sim que a paz em Cristo existe em meio às dificuldades, como está escrito no livro de Filipenses 4:7: “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus”.

“Este é o trabalho do Evangelho de Cristo e nós estamos com Ele. No que for preciso, não importa quão impopular seja. Ele foi odiado. Nós temos que ter uma pele mais grossa do que isso”, escreveu Moore, ressaltando que a fé cristã independe das circunstâncias.

Moore também enfatizou que parte das dificuldades que os cristãos devem encarar como algo natural de suas vidas é o convívio com as diferenças, quer sejam de opinião, como de condição social e até mesmo de raça. Para ela, isso implica em ter que valorizar lugares e pessoas que normalmente são vistas com desprezo pela sociedade:

“Eu preciso ir onde não tenho privilégios, não tenho nenhuma proteção”, ela acrescentou. “Eu só vou estar lá no meio de uma massa de pessoas, porque eu tenho que inverter os papéis e ser capaz de entrar e aprender nesse ambiente e ver o que é isso e aprender a partir dessa perspectiva”, escreveu ela.

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