Irã e Turquia ficam ao lado dos palestinos e se manifestam contra Israel

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Após os conflitos na fronteira da Faixa de Gaza entre palestinos e israelenses, várias lideranças internacionais se manifestaram sobre o assunto. O Conselho de Segurança das Nações Unidas se reuniu, mas não foi tomada nenhuma decisão. O porta-voz da ONU, Farhan Haq, leu um comunicado que diz: “Essa tragédia ressalta a urgência de revitalizar o processo de paz na região”.

Quase imediatamente, Vladimir Safronkov, adjunto da Rússia na ONU, anunciou que Moscou deseja sediar uma reunião para negociar a paz. “Confirmamos nossa disposição de oferecer uma plataforma russa para uma reunião de líderes israelenses e palestinos”, disse Safronkov diante do Conselho de Segurança.

Israel não aceitou participar, pois entende que não pode haver negociações sem Donald Trump, que por sua vez é rejeitado pela Autoridade Palestina desde que reconheceu Jerusalém como capital em dezembro.

O movimento nas fronteiras, chamado de “A Grande Marcha de Retorno”, teria como objetivo invadir a fronteira e chegar por terra até Jerusalém, que reclamam como sua capital. As lideranças palestinas afirmam que continuarão com protestos por 6 semanas, até o encerramento das comemorações dos 70 anos de independência de Israel. A abertura da embaixada dos EUA em Jerusalém está programada para o dia 14.

Na sexta, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, condenou Israel e expressou preocupação com devido às mortes registradas. “Condenamos veementemente o uso desproporcional da força por parte de Israel contra os palestinos que participaram dos protestos pacíficos em Gaza hoje. Estamos profundamente preocupados com as baixas e ferimentos resultantes das intervenções das forças de segurança israelenses”, disse o comunicado oficial.

O líder turco pede que a comunidade internacional que “tome medidas para fazer com que Israel abandone sua postura agressiva”.

O governo do Irã também criticou Israel por causa do incidente com os palestinos. O chanceler iraniano, Mohammad Zarif, disse em postagem nas mídias sociais. ser uma ironia o conflito ocorrer no primeiro dia da Páscoa.

“Na véspera da Páscoa, que lembra quando seu Deus usou o profeta Moisés para libertar seu povo da tirania, os tiranos sionistas matam pacíficos manifestantes palestinos – cuja terra eles roubaram – enquanto marcham para escapar de sua subjugação cruel e desumana do apartheid. Vergonhoso”, afirmou Zarif.

Segundo Teerã, Israel age “impunemente” por causa do apoio de Trump e de seus “laços secretos” com vários líderes na região – uma alusão ao príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, inimigo jurado do Irã.

Rússia, Turquia e Irã unidos

Na reunião marcada para as próximas terça-feira e quarta-feira, os presidentes da Turquia e da Rússia vão debater a cooperação entre os dois países, e a situação do Oriente Médio. O presidente do Irã, Hassan Rouhani, foi convidado a juntar-se a eles.

De acordo com a agenda divulgada, Recep Tayyip Erdogan vai receber Vladimir Putin em Ancara na terça-feira. No mesmo dia será inaugurada a primeira central nuclear turca, construída pela Rússia em Akkuyu, na costa do Mediterrâneo.

No dia seguinte o Rouhani junta-se aos dois líderes em Ancara para debaterem a situação no Oriente Médio, como foco na Síria. Chama atenção o fato de a reunião ser marcada dois dias depois de o presidente Donald Trump ter declarado que os Estados Unidos irão sair da Síria “muito em breve”.

De acordo com o jornal norte-americano Wall Street Journal, a Casa Branca ordenou ao Departamento de Estado que congele fundos da ordem de 200 milhões de dólares que estariam destinados a “esforços de recuperação” na Síria.

A decisão deverá fortalecer a presença turca na Síria, onde a Rússia e o Irã – junto com o grupo terrorista libanês Hezbollah – são a base de apoio ao governo de Bashar al-Assad. Isso também coloca Israel na mira, pois parece fortalecer seus inimigos, que já possuem acampamentos militares na fronteira norte. Com informações das agências

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