Ateu diz que cristianismo é uma “religião benigna” e teme ascensão do “maligno islamismo”

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O declínio da religião cristã na Europa está preocupando os ateus porque o continente está sendo inundado de muçulmanos através de um processo de imigração agravado com a crise recente. Para o ativista ateu e biólogo Richard Dawkins, isso é preocupante.

Dawkins afirmou que a notícia divulgada pelo Centro Bento XVI para a Religião e Sociedade – órgão ligado à Igreja Católica – de que na Europa, a maioria dos jovens entre 16 e 29 anos não se identificam com nenhuma religião, não deve ser comemorada.

“Antes de nos alegrarmos com a agonia da religião cristã, que é relativamente benigna, não devemos esquecer os versos ameaçadores de Hilaire Belloc: ‘Se mantenha sempre a espera da enfermeira, por medo de encontrar algo pior’”, afirmou Dawkins em uma publicação no Twitter.

Segundo informações da emissora Christian Broadcasting Network (CBN), o estudo mostra que o número mais elevado de jovens afastados das religiões está em países como República Checa (91%), Estônia (80%) e Suécia (75%), enquanto os lugares onde os jovens menos se afastam da fé são a Polônia (27%), Lituânia (25%) e Áustria (37%).

Em outra ocasião, Dawkins havia se referido ao cristianismo como “melhor defesa contra as formas aberrantes de religião que ameaçam o mundo”. A declaração em janeiro de 2016 foi feita durante um contraponto à mensagem extremista do islamismo.

O ativista ateu deixou transparecer sua admiração pela atuação dos cristãos na sociedade: “Não há cristãos, até onde eu sei, explodindo prédios. Não conheço nenhum homem-bomba cristão. Eu não conheço nenhuma denominação cristã importante que acredite que a penalidade pela apostasia é a morte. Tenho sentimentos mistos sobre o declínio do cristianismo, na medida em que o cristianismo pode ser um baluarte contra algo pior”, enfatizou, numa entrevista ao jornal The Times.

“É tentador dizer que todas as religiões são ruins — e eu digo que todas as religiões são ruins — mas é uma tentação pior dizer que todas as religiões são igualmente ruins, porque não são. Se você olhar para o impacto real que as diferentes religiões têm sobre o mundo, é bastante evidente que, atualmente, a religião mais maligna do mundo é o Islã”, enfatizou Richard Dawkins em outra entrevista, concedida ao Telegraph.

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