Proibição de Convenção Batista de pagamento de cachê para cantores gera debate polêmico

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A Convenção Batista Nacional (CBN) decidiu proibir a contratação de cantores para apresentações em eventos das igrejas filiadas, e também, o pagamento de cachê a pastores que forem convidados a pregar. A iniciativa gerou polêmica nas redes sociais, com manifestações de apoio e reprovação.

Muitos cristãos manifestaram apoio à orientação da CBN – grupo dissidente da primeira entidade representativa das igrejas Batistas, a Convenção Batista Brasileira (CBB) – pontuando que a medida é uma forma de combater o comércio da fé.

Entretanto, muitos outros fiéis consideraram a determinação excessivamente radical, afirmando que cantores e palestrantes vivem dos cachês e ofertas cobradas para viver e continuar produzindo material, sejam álbuns de música ou livros e vídeos.

Diante da polêmica, o pastor Edmilson Vila Nova, presidente da CBN, emitiu um comunicado esclarecendo que a iniciativa é fruto de uma discussão interna motivada pelo desejo de “preservar nossa Convenção do vergonhoso comércio que se instalou no mundo evangélico nos últimos anos”.

“A norma não é extensiva às igrejas, tendo em vista que a CBN não legisla sobre as mesmas. No entanto, serve como parâmetro para que as Igrejas Batistas Nacionais também a adotem”, explicou.

Nesse comunicado, ficou expresso que a orientação não proíbe o custeio de despesas de viagem, hospedagem, alimentação e locação de equipamentos. O texto também destaca que ofertas financeiras, feitas “com amor e generosidade” fazem parte do contexto e devem ser mantidas.

As normas, segundo o pastor, visam “impedir que a CBN e suas instituições sejam coniventes com esse comércio espúrio da fé que é incompatível com os valores do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo”.

Confira a íntegra da nota:

COMUNICADO OFICIAL

A Convenção Batista Nacional comunica que seu Conselho Nacional e Planejamento e Execução – CONPLEX aprovou em abril do corrente ano duas medidas, as quais se aplicam no âmbito da CBN, suas instituições, órgãos e departamentos, em nível nacional e estadual, visando preservar nossa Convenção do vergonhoso comércio que se instalou no mundo evangélico nos últimos anos.

A norma não é extensiva às igrejas, tendo em vista que a CBN não legisla sobre as mesmas. No entanto, serve como parâmetro para que as Igrejas Batistas Nacionais também a adotem.

A medida não proíbe pagar as despesas de viagem, hospedagem e outras; nem tão pouco de ofertar, com amor e generosidade, àqueles a quem convidarmos. Tem como objetivo impedir que a CBN e suas instituições sejam coniventes com esse comércio espúrio da fé que é incompatível com os valores do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A partir dessa decisão, nenhuma instituição,órgão ou departamento da CBN pode convidar pregadores, cantores e outros que façam exigências financeiras, quer por meio de contrato ou não, para participarem de alguma programação.

A segunda medida aprovada impede a propaganda política no âmbito da CBN, suas instituições, órgãos e departamentos em nível nacional e estadual, seja por meio de recomendação ou divulgação de qualquer candidato em eventos institucionais, bem como em suas redes sociais.

As medidas foram anunciadas na ocasião da XXIX Assembleia Geral que aconteceu na cidade de Armação dos Búzios/RJ, no período de 25 a 28 de julho de 2017; e receberam apoio amplo e irrestrito de todos os presentes.

Brasília, 30 de agosto de 2017.

Pr. Edmilson Vila Nova, presidente da CBN

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