Pastor explica diferença entre missões urbanas e evangelismo: “Não podemos confundir”

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Qual a diferença entre missões e evangelismo? Em um vídeo publicado no canal “Perguntar Não Ofende”, o pastor auxiliar da Igreja Batista Maanaim Yago Martins esclareceu essa dúvida que pode confundir a mente de muitos cristãos.

“Quando a gente fala de missões, geralmente se faz uma divisão que confunde mais que ajuda. Fala-se de evangelismo e de missões. Para o evangelismo as pessoas se referem a pratica missionaria que se dá em termo local. No seu próprio ambiente, o grupo da igreja que sai de manhã e vai fazer evangelismo e geralmente não se diz que vai fazer missões. Missões, por outro lado, está atrelado ao trabalho da igreja que acontece fora, longe da igreja, em ambientes transculturais”, iniciou.

“Mas, essa divisão acaba atrapalhando mais que ajudando na nossa compreensão do que missões significa. O termo evangelismo começou a ser utilizado para descrever o trabalho missionário pontual, em que a igreja sai para fazer algo de vez em quando”, explicou.

“Missões estavam atreladas a um tipo de atividade da igreja mais organizada e focada, com missionários e pessoas separadas para aquela obra. De forma que evangelismo se tornou um tipo de missão menor”, ressaltou.

“Então, com o tempo, parou de jogar para si o termo evangelismo como uma característica de um ministério que trabalhavam com a propagação do evangelho, para todos quererem o termo para si como missão, como termo descritivo. Missão soava como algo mais sério na atuação da igreja para com os perdidos”, pontuou.

Divisão mais clara

Para Yago, essa divisão ficou mais clara quando os termos mudaram. “Acabou que começou a se dividir de forma mais clara, ao invés de evangelismo e missões, para missões locais e missões transculturais. Com o tempo, as missões locais, esse evangelismo que se dá no contexto da própria cidade, começou a ser muito confundido com missão urbana. Porque as grandes cidades são onde a maioria das igrejas estão. Quando se começou a falar de missões urbanas, os métodos e as ferramentas usadas para o resgate dos perdidos nas grandes cidades, começou a se criar um tipo de missiologia muito focada nesse tio de serviço”, colocou.

“Às vezes a gente acha que missão transcultural não é missão urbana, mas a gente não pode confundir missão urbana como missão local. Ou criar uma separação entre missão urbana e missão transcultural. Às vezes, ir para outro país e outra cidade é ir para um grande centro. Então, os princípios que guiam a ação missionária dentro da grande cidade, as aplicações de contextualização para esse ambiente, as ligações para o contexto de tribos urbanas, as percepções a respeito das linguagens são também importantes. Coisas estudadas para missões culturais, mas que podem ser aplicadas no seu bairro a sua casa”, disse.

Confira o vídeo na íntegra:

 

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