Justiça liberta pastor responsável por abrigo de crianças em TO

13245458_632795233554659_1575292598937584671_n

O pastor Gean Carlos de Sousa, responsável pela Associação Ágape, em Paraíso do Tocantins (TO), foi preso na semana passada por conta das condições das três casas de acolhimento que são administradas pela instituição religiosa.

A coordenadora e uma cuidadora da instituição também foram presas por maus-tratos e cárcere privado de duas meninas. A denúncias foram feitas ao Ministério Público do Estado de Tocantins (MPE-TO) através de denúncias anônimas.

Seis dias depois todos eles foram soltos por decisão do juiz Océlio Nobre que revogou o pedido de prisão preventiva emitido pelo promotor Guilherme Goseling, da Vara da Família.

A denúncia do MPE afirma que há provas de que as crianças eram maltratadas e faz relatos de que elas eram castigadas com trancamento em quartos sem ventilação e sem banheiro, que ficavam sem alimento também como castigo, que eram ameaçadas de que iriam “apanhar da polícia” entre outras acusações.

Pelo Facebook, o pastor e anunciou que irá se defender dessas acusações e que as casas sempre foram mantidas com muito amor e seriedade.

“Quero agradecer a Igreja de Jesus Cristo pelo apoio o carinho demostrado a nós, sou grato a todos. Quero dizer a todos que vamos nos defender de todas as acusações feitas a instituição e a nossa pessoa. Nossas casas sempre estiveram abertas a comunidade e a sociedade e o que fazemos sempre foi com muito amor e seriedade. Quero perdoar e abençoar todos que de alguma maneira falaram contra nós”, escreveu.

Prisão foi contestada por Silas Malafaia

O pastor Silas Malafaia, ao tomar conhecimento da prisão do pastor Gean Carlos de Souza, se pronunciou e gravou um vídeo dizendo que se trata de uma prisão por interesses ideológicos.

Ao iniciar o vídeo, Malafaia diz que queria protestar contra o “ato covarde” do promotor que pediu a prisão do pastor Gean que tem feito “um trabalho espetacular com as crianças personalizadas”.

“Nós não vamos aceitar isso e vai ser representado no Conselho Superior do Ministério Público uma representação contra esse camarada”.

Mafalaia tem certeza que o que move o promotor são “interesses ideológicos” para prejudicar o trabalho sério da Igreja Batista Ágape.

O presidente do Conselho de Ministros Evangélicos do Estado do Tocantins, Apóstolo Sérgio Paulo, também ficou inconformado com a prisão do pastor e mobilizou os líderes evangélicos para realizar protestos contra a atitude da promotoria por acreditar que se trata de perseguição religiosa.

“Nós sabemos que o pastor Gean é um homem de Deus e que tem conduta ilibada, tem o respeito de todos, um homem de Deus que tem uma vida social totalmente respeitável”, garante o apóstolo enfatizando o trabalho das casas.

“Isso é alguma perseguição religiosa, tem alguma coisa aí que ainda não veio à luz, mas virá a luz”, disse ele garantindo que o pastor é inocente.

Juiz não aceita contestação de perseguição religiosa

O juiz, porém, não acatou o argumento de perseguição religiosa apresentado pela defesa dos acusados.

“Afirmar que o promotor orquestrou ‘as acusações’ por perseguição religiosa, por ser a instituição dirigida por uma entidade evangélica, não tem qualquer respaldo em qualquer evidência, por mínima que seja, ao menos até este momento processual”, diz trecho da decisão que colocou o pastor em liberdade.

No pedido do promotor ele pedia que a prefeitura de Paraíso do Tocantins assumisse a responsabilidade das casas onde crianças e adolescentes em situação de risco e/ou abandono moram.  O projeto é sustentado há cinco anos pela Igreja Batista Ágape, onde o pastor Gean Carlos é líder.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *