Liberais, candidatos democratas à presidência dos EUA são a favor do aborto; Republicanos, contra

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A pré-candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, e seu adversário dentro do partido, senador Bernie Sanders (foto), têm entre suas bandeiras o apoio ao aborto até o último mês de gestação.

Antes apontada como favorita a suceder o presidente Barack Obama, Hillary enfrentou diversas polêmicas por usar sua conta de e-mail pessoal no exercício de sua função como secretária de Estado. Seus críticos acreditam que ela pôs a segurança do país em risco por conta disso. Desde então, o favoritismo abriu espaço para uma disputa acirrada com o judeu Sanders.

Nos Estados Unidos, a configuração política é bastante diferente do Brasil, onde existem dezenas de partidos políticos e os candidatos a presidentes constroem alianças, formalizadas em coligações. Por lá, existem dois principais partidos: o Democrata, afeito a ideologia liberal; e o Republicano, de perfil conservador.

Entre os democratas, a defesa do aborto é apresentada como uma plataforma ideológica de defesa dos direitos da mulher. Em uma entrevista concedida à Fox News na última segunda-feira, 07 de março, Hillary e Sanders se posicionaram completamente favoráveis ao aborto.

Brett Baier, moderador da entrevista, questionou a ambos sobre o aborto, de acordo com informações do Christian Post.

“Eu sei que nem todo mundo aqui vai concordar comigo. Eu acredito que é errado que o governo diga a uma mulher o que fazer com seu próprio corpo. Eu entendo que há pessoas honestas. Quero dizer, eu tenho um monte de amigos, alguns apoiantes, alguns discordam. Eles sustentam um ponto de vista diferente, e eu respeito isso. Mas esse é meu ponto de vista”, respondeu o senador pelo estado de Vermont.

Hillary seguiu a mesma linha: “As mulheres têm direito de tomar essa decisão muito pessoal com sua família, de acordo com a sua fé, com o seu médico. Não seria certo se ela [permissão ao aborto] fosse totalmente limitada e restrita”, argumentou.

Entre os conservadores republicanos, dos principais candidatos é contrária ao aborto. Ted Cruz – visto pelos políticos do partido como o único com chances de derrotar o bilionário falastrão Donald Trump – e Marco Rubio são contrários e querem reduzir o número de situações que a legislação permite o aborto. Até mesmo Trump, que não baseia seu discurso na religião, é contra, classificando as clínicas que fazem esse procedimento como uma “indústria”.

“Enquanto a Planned Parenthood estiver engajada na prática desprezível do aborto – além da venda posterior das partes dos corpos dos bebês abortados para quem der o maior lance -, a organização não deve receber dinheiro algum dos pagadores de impostos. A esquerda sempre alega que a Planned Parenthood não diz respeito ao aborto mas a outras questões genéricas de saúde da mulher. Eu sou totalmente a favor da saúde das mulheres e, se eles conseguirem colocar seu dinheiro onde está sua boca, e interromper por completo os serviços de aborto da Planned Parenthood, nós podemos falar sobre o financiamento do governo para os outros aspectos da organização que fazem muita coisa boa”, afirmou Trump em agosto do ano passado.

Hillary contra a fé

Embora tenha sido criada em uma família evangélica e ajudado a impulsionar a carreira do marido, o ex-presidente Bill Clinton, com um discurso em que defendia a moralidade inspirada por Deus, Hillary quer usar tudo que estiver à sua disposição, se for eleita, para combater a influência da religião na sociedade.

A ex-primeira-dama, ex-senadora e ex-secretária de Estado afirmou, no ano passado, que pretende se empenhar para que a sociedade tenha novos paradigmas: “Os códigos culturais profundamente enraizados, as crenças religiosas e as fobias estruturais precisam mudar. Os governos devem empregar seus recursos coercitivos para redefinir os dogmas religiosos tradicionais”.

O tom ditatorial usado pela pré-candidata recebeu destaque internacional, com repercussões em países latinos, Europa e aqui no Brasil. Na ocasião, Hillary já enfatizava o apoio ao aborto como “um direito da mulher”, e classificava as opiniões contrárias formadas a partir de crenças religiosas como um gesto de discriminação: “Os direitos devem existir na prática, não só no papel. As leis têm de ser sustentadas com recursos reais”, concluiu.

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