“Não podemos fechar os olhos para o zika”, pede deputada evangélica

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A deputada federal Geovania de Sá (PSDB/SC) é vice-presidente da Frente Parlamentar Evangélica no Congresso Nacional. Ela integra também a comissão externa da Câmara que acompanha a epidemia do Zika vírus no Brasil.

Sua atuação principal é no subgrupo que cuida das questões relacionadas às gestantes. “Vamos tratar do acompanhamento, do planejamento familiar e da assistência que todos deverão receber das unidades de saúde em suas cidades”, ressaltou a parlamentar.

Lembrando que, por causa da rapidez que a doença tem se espalhado, é muito importante para o país que o Congresso Nacional trate desse tema e busque soluções rapidamente.

“Vamos acompanhar todas as ações, desde a prevenção até a busca de uma solução para esse surto. Como parlamentares, independentemente do estado, não podemos fechar os olhos para essa questão”, assevera Geovania.

Atualmente, o Ministério da Saúde e os governos estaduais investigam 4.222 casos suspeitos de microcefalia em todo o país. Apenas 71,5% dos casos são notificados. O boletim divulgado no início do mês aponta que 1.046 notificações foram descartadas e 641 confirmadas para microcefalia e outras alterações do sistema nervoso.

Os 641 casos confirmados até agora ocorreram em 250 municípios, distribuídos por 15 Estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Pará, Rondônia, Goiás, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.

A comissão vai acompanhar desde a prevenção até a busca de uma solução para o surto

Desde o início da epidemia, foram notificados 139 óbitos por microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto (natimorto) ou durante a gestação (abortamento ou natimorto).

Reportagens da Folha de São Paulo e da revista Época mostraram recentemente  como o número de abortos no Brasil está aumentando drasticamente por temores de microcefalia.

Por causa da ineficácia do governo de Dilma, que não apresentou soluções, chegando a declarar que havia “pedido a batalha para o mosquito”, teme-se que ocorra um drástico aumento no número de abortos no país.

Prevenção é a melhor arma contra o vírus

A principal forma de se combater o zika é eliminar todos os possíveis focos de reprodução do Aedes aegypti, mosquito que transmite o vírus. Como ele precisa da água parada para colocar seus ovos, deve-se evitar dentro de casa lugares que possam se tornar um foco da doença.

Isso inclui vasos de plantas, que podem acumular água no prato, potes com água para animais domésticos, ou até poças de água da chuva no quintal ou na calçada. Sabe-se que os ovos do Aedes aegypti podem resistir até um ano em local seco, por isso é preciso cuidado constante.

 

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